Você sabe qual a principal tecnologia para remediação de solos contaminados?

Na realidade existem diversas alternativas que podem ser utilizadas para a remediação de solos contaminados, mas tem uma delas que vem se destacando no estado de São Paulo.

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Conforme levantamento realizado pela CETESB até dezembro de 2018, verifica-se que a remoção de solo/resíduo destaca-se como a técnica mais utilizada para remediação dos solos (zona não saturada).

Você sabe qual a principal tecnologia para remediação de solos contaminados?Fonte: CETESB, 2018

A remoção de solo/resíduo envolve 3 etapas principais: escavação, transporte e destinação, e se baseia em alguns critérios de seleção tais como:

  • Profundidade da escavação
  • Profundidade do nível d’água
  • Prazo para atingir as metas de remediação

Desta forma, a escavação deve ser realizada preferencialmente em profundidades rasas até no máximo 8 m e o ideal é que o nível d’água não seja muito raso, caso contrário, deve-se prever o rebaixamento do mesmo com o uso de bombas. Além disto, se o prazo para reabilitação da área for curto, esta técnica é uma boa opção, visto que o prazo para atingimento das metas de remediação está condicionado ao prazo para execução dos trabalhos de escavação.

Para que a remediação seja executada na área, deve-se elaborar o plano de escavação, o qual deve conter minimamente:

  • Cubagem do solo contaminado/resíduo
  • Caracterização dos resíduos conforme ABNT NBR 10.004 para obtenção do CADRI
  • Projeto Geotécnico com os seguintes itens:
    • Avaliação da Estabilidade da Escavação
    • Avaliação da Estabilidade de Sistemas de Escoramento
    • Monitoramento da Escavação (inspeção visual, marcos superficiais, inclinômetros e piezômetros)
    • Plantas de engenharia (perfis e locação da instrumentação geotécnica)
  • Infraestrutura do canteiro de obras (depósito de material limpo, suspeito, entulho da demolição, escritório, almoxarifado, vestiários, balança, etc.)
  • Análise de fundo, lateral e recomposição da cava com solo de jazida licenciada
  • Plano de comunicação envolvendo a população do entorno, se houver necessidade
  • Plano de Ação de Emergência - PAE

Se a obra causar muito impacto (poluição do ar e sonora) na rotina dos moradores do entorno, o plano de comunicação deve ser uma das prioridades deste plano de escavação, pois a obra poderá ser até paralisada em função de reclamações dos vizinhos.

Entre as vantagens desta técnica pode-se citar:

  • Técnica consagrada e aceita
  • Efetivamente eficiente
  • Custos baixos para pequenos volumes
  • Prazos curtos para remediação
  • Descomissionamento mais rápido

Entre as desvantagens desta técnica tem-se:

  • Custos elevados para grandes volumes
  • Profundidade limitada
  • Impactos adicionais ao meio ambiente
  • Pode não concluir a remediação da área, se a água subterrânea estiver contaminada
  • Transferência de passivo de um compartimento ambiental a outro

Após a escavação, a próxima etapa envolve o transporte do resíduo, que deve ser realizado seguindo as diretrizes vigentes das resoluções da Agência Nacional de Transporte Terrestre - ANTT, bem como as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 

Existem diversas opções para destinação final dos resíduos, dependendo das características dos mesmos, como por exemplo: aterro Classe I, co-processamento, dessorção térmica, biorremediação, entre outros. O mais importante é que esta destinação final seja executada por empresa devidamente licenciada para realização desta operação pelo órgão regulador de cada estado.

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