Recuperação de Fase Livre – Essa tecnologia funciona?

A resposta é afirmativa, desde que o projeto de remediação seja adequadamente dimensionado, considerando-se as características do meio físico e as características dos contaminantes.

Recuperação de Fase Livre – Essa tecnologia funciona?
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A tecnologia de remediação baseada na recuperação de fase livre, é a terceira mais utilizada, segundo levantamento realizado pela CETESB, com registro de 767 casos até dezembro de 2017. Esta tecnologia é recomendada para aquíferos com média a baixa condutividade hidráulica, onde existe a necessidade de grande quantidade de poços de bombeamento. Salienta-se que, opcionalmente, para aquíferos com essas propriedades e nível d’água raso, pode-se utilizar trincheiras para aumento do raio de influência e diminuição do número de poços a serem instalados. Os principais contaminantes a serem recuperados por esta tecnologia atualmente são gasolina e óleo diesel.

Recuperação de Fase Livre – Essa tecnologia funciona?Fonte: CETESB, 2017

Em áreas com nível d’água de até sete metros de profundidade recomenda-se a instalação de bomba de superfície (tipo centrífuga); entretanto, quando o nível d’água é superior a essa profundidade, bombas submersas (tipo autopump) são ideais. Dependendo do site, as bombas de superfície podem ser adaptadas para bombear mais do que um poço ao mesmo tempo.

Após o bombeamento realizado por meio dos poços de recuperação, os fluidos totais (fase livre e água) são encaminhados para uma caixa separadora de água e óleo (SAO), com o objetivo de aumentar a eficiência da separação física do produto. O contaminante recuperado é armazenado em tanques ou tambores para posterior destinação e a água é encaminhada para um sistema de tratamento composto por filtros de carvão ativado ou stripping, para posterior lançamento na rede de esgoto, observando-se os padrões de lançamento em sistema público, acrescido da necessidade de ausência de concentrações de substâncias voláteis ou inflamáveis. Existem casos em que a água pode ser reinjetada no próprio aquífero ou ser lançada nos corpos d’água superficiais, conforme consta na Decisão de Diretoria nº 038/2017/C, de 07 de fevereiro de 2017 da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB.

 

Cuidados, vantagens e desvantagens

Quanto à manutenção deste sistema, alguns cuidados devem ser tomados, tais como:

  • Ajuste da profundidade de bombeamento devido à variação do nível d’água em função da variação dos índices pluviométricos;
  • Limpeza do compartimento de óleo da caixa separadora;
  • Limpeza dos elementos coalescentes da caixa separadora;
  • Substituição dos filtros de carvão ativado (quando necessário).

Entre as vantagens desta tecnologia tem-se:

  • Instalação fácil e de baixo custo;
  • Pequeno rebaixamento do nível d’água, com pouca transferência de massa da fase livre para a fase residual;
  • Baixo custo inicial (para pequenas profundidades) e de moderado a alto para bombas submersas;
  • Custo de manutenção de baixo a moderado.

Entre as desvantagens desta tecnologia pode-se citar:

  • Forte tendência a emulsionar os fluidos, diminuindo a eficiência da separação física na caixa separadora;
  • Separação de fluidos em superfície necessita de espaço físico;
  • Grande produção de água contaminada (efluente) nas fases finais da remediação;
  • Manutenção continuada;
  • Fase residual não é removida.

Ressalta-se que se o projeto de remediação para esta tecnologia for bem dimensionado, considerando-se as características do meio físico, bem como as características dos contaminantes de interesse, é possível remover quantidades elevadas de fase livre em períodos relativamente curtos de tempo.

Assim, respondendo à pergunta inicial, esta tecnologia funciona, desde que bem aplicada.

 

 

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