MPE...Tecnologia mais eficiente?

Versátil e com atuação em todas as fases de contaminação, extração multifásica acelera a remediação de áreas contaminadas.

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A remediação de solos e águas subterrâneas é uma tarefa complexa e exige diagnósticos precisos para a definição da alternativa mais adequada a ser utilizada. Desta forma, o conhecimento das principais tecnologias de remediação, bem como de suas aplicabilidades, considerando-se a geologia, hidrogeologia e o comportamento dos contaminantes, suas limitações e a relação custo-benefício são muito importantes para uma remediação bem sucedida.

Atualmente, a tecnologia de extração multifásica (Multi-phase Extraction – MPE) está sendo utilizada com frequência para a remediação de áreas contaminadas, principalmente por LNAPL (Light Non-Aqueous Phase Liquid), ou seja, líquido não-aquoso menos denso que a água (gasolina e óleo diesel, por exemplo), visto que esta técnica se mostra muito versátil, pois atua praticamente em todas as fases da contaminação (fase livre, dissolvida, retida, adsorvida e vapor).

Segundo levantamento realizado até dezembro de 2018 pela CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, nas áreas que se encontram em remediação ou a remediação foi finalizada, verifica-se que a extração multifásica é a técnica mais utilizada, estando em primeiro lugar, com 1258 casos registrados.

MPE...Tecnologia mais eficiente?Fonte: CETESB, 2018

Conforme definido pela EPA (1997) o MPE é uma denominação genérica para uma categoria de tecnologias de remediação que utilizam vácuo para a extração simultânea de contaminantes em mais de uma fase e pode ser subdividida em três: DPE (Dual-Phase Extraction), TPE (Two-Phase Extraction) e Bioslurping.

O princípio de funcionamento do MPE é semelhante ao SVE, com a diferença de que este último atua apenas na extração de vapores da zona não saturada, enquanto o MPE é aplicável para remediação simultânea das zonas saturada e não saturada, com a vantagem adicional de ser aplicável em solos de baixa a moderada permeabilidade.

Na técnica DPE, os vapores provenientes do solo e os líquidos são extraídos do poço de extração em tubulações distintas e por bombas ou compressores radiais distintos. Nesta técnica, uma bomba submersível é introduzida na tubulação do poço para a extração de fase livre e dissolvida, enquanto outra tubulação é interligada ao cabeçote do poço para a extração de vapores, utilizando um compressor radial ou uma bomba de vácuo para gerar pressão negativa no interior do poço.

Na técnica TPE, as três fases (livre, dissolvida e vapor) são extraídas na mesma tubulação de sucção, utilizando-se uma única bomba de vácuo ou compressor radial. Nesta técnica, o tubo de sucção é posicionado abaixo do nível d’água e a operação ocorre com alto vácuo. A turbulência gerada no tubo de sucção facilita a transferência de massa de contaminantes da fase dissolvida para a fase vapor, obtendo-se eficiência elevada de stripping.

O Bioslurping é uma variação da técnica TPE, sendo utilizada para aumentar a recuperação de LNAPL. Nesta técnica, o tubo de extração é posicionado na interface produto-água para induzir um gradiente de pressão, causando a entrada de produto, água e vapores no interior do tubo. Para a geração de vácuo também pode ser utilizada uma bomba de vácuo ou um compressor radial. Cabe destacar que esta é a técnica de extração multifásica mais utilizada no estado de São Paulo, considerando os casos práticos existentes já relatados.

A tecnologia de extração multifásica é mais eficiente, pois a taxa de remoção de produto pode ser cinco a dez vezes mais elevada do que os métodos convencionais, uma vez que o sistema atua sob vácuo, enquanto que nos outros, somente a gravidade atua. Além disso, o prazo para remediação é menor, pois permite uma recuperação simultânea e não sequencial de fases livre, dissolvida e vapor.

Esta tecnologia também estimula a biodegradação dos hidrocarbonetos na zona de rebaixamento do aquífero, devido ao fluxo de ar induzindo na subsuperfície, de maneira similar à bioventilação, remediando simultaneamente as fases retida e/ou vapor.

Cabe destacar que a realização de teste piloto é imprescindível para a implantação desta tecnologia, pois é possível por meio deste teste a determinação do raio de influência dos poços de extração, da taxa de remoção dos contaminantes nas diferentes fases (livre, dissolvida e vapor), da profundidade adequada do tubo extrator ou da bomba submersível, entre outros parâmetros. 

A eficiência e a eficácia desta tecnologia podem ser verificadas a partir dos resultados do monitoramento operacional realizado com frequência semanal dos valores de vácuo do sistema, bem como dos valores de vácuo dos poços de extração, das concentrações dos Compostos Orgânicos Voláteis (VOC), dos volumes bombeados de produto e de água, das vazões dos vapores, das espessuras de produto, além dos resultados do monitoramento ambiental, que deve ser realizado com frequência trimestral ou semestral, contemplando a amostragem das Substâncias Químicas de Interesse (SQIs) para acompanhar a evolução das plumas dos contaminantes ao longo do tempo.

 

 

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