Contaminantes, como se comportam estes vilões?

Os contaminantes podem ser classificados como LNAPLs (Light Non-Aqueous Phase Liquid), ou seja, fase líquida não aquosa leve ou menos densa que a água, ou DNAPLs (Dense Non-Aqueous Phase Liquid), que significa fase líquida não aquosa mais densa do que a água.

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Tanto a gasolina quanto o óleo diesel, contaminantes comuns oriundos de vazamentos de Tanques de Armazenamento Subterrâneo - TAS, fazem parte dos LNAPLs, pois possuem densidade média de 0,73 e 0,83 g/cm3, respectivamente, ou seja, estes contaminantes flutuam sobre a água.

Quanto aos DNAPLs, compostos que possuem densidade superior à da água, pode-se citar como exemplos tetracloroeteno (PCE), tricloroeteno (TCE) e cis,1,2-dicloroeteno (DCE). Ressalta-se que estes contaminantes podem atingir grandes profundidades, nas quais a remediação é muito difícil.

 

As fases e suas características

Tanto os LNAPLs quanto os DNAPLs, após um vazamento em subsuperfície ou derrame em superfície, podem se distribuir em cinco fases distintas: livre, dissolvida, vapor, residual e adsorvida.

A fase livre é representada pelo produto em fase separada (puro) que apresenta mobilidade no meio poroso (isto é, pode fluir para o interior de um poço de monitoramento ou bombeamento). Além de ser uma fonte de contaminação constante para as águas subterrâneas, esta fase apresenta risco de explosão e incêndio. 

Já a fase dissolvida presente na zona saturada apresenta mobilidade muito elevada e é responsável pelo transporte do contaminante a grandes distâncias da fonte de contaminação.

Quanto à fase vapor, esta se encontra principalmente na zona não saturada e em quantidades desprezíveis na zona saturada, abaixo do nível d’água. Aqui os contaminantes também mostram alta mobilidade e podem se acumular facilmente em espaços confinados, como garagens subterrâneas, porões, galerias, bocas de lobo, pontos de visita (redes de telefone, gás e eletricidade). Salienta-se que neste caso também há risco de explosão.

A fase residual é caracterizada pelo produto em fase separada que não apresenta mobilidade no meio poroso (isto é, não pode fluir para o interior de um poço de monitoramento ou bombeamento). Ela representa uma fonte de contaminação constante para as águas subterrâneas e é considerada uma das mais difíceis de ser remediada.

Na fase adsorvida o produto está retido na fase sólida do aquífero e está intimamente ligado à presença de matéria orgânica. Nesta fase a mobilidade é inexistente e representa uma fonte de contaminação para as águas subterrâneas em escala muito menor que as fases livre e residual.

 

Comportamento dos DNAPLs

Segundo o banco de dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB, atualizado em dezembro de 2017, os principais grupos de contaminantes encontrados nas áreas contaminadas foram: combustíveis automotivos, solventes aromáticos, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos - PAHs, metais, hidrocarbonetos totais de petróleo – TPH e solventes halogenados, conforme pode ser observado no gráfico.

Contaminantes, como se comportam estes vilões?

Infelizmente, as áreas contaminadas por DNAPLs são mais difíceis de serem remediadas em função das características destes contaminantes, que além de possuírem densidade superior a da água, atingindo grandes profundidades, não são facilmente degradados.

No caso dos solventes halogenados, por exemplo, segundo a seqüência de degradação do tetracloroeteno (PCE), vários de seus subprodutos são contaminantes com características tão nocivas ao meio ambiente quanto o próprio: tetracloroeteno (PCE) → tricloroeteno (TCE) → cis,1,2-dicloroeteno (DCE) → cloreto de Vinila (CV) → eteno (ETH).

Segundo informações da CETESB, até dezembro de 2017 foram cadastradas 481 áreas contaminadas com estes compostos no estado de São Paulo. O ideal é que sejam tomadas as devidas providências para evitar acidentes envolvendo estes contaminantes, já que o comportamento destes vilões em subsuperfície é muito complexo e por mais que existam tecnologias de remediação disponíveis no mercado, um acidente envolvendo uma quantidade muito pequena de produto puro (fase livre), pode contaminar uma grande extensão do aqüífero (fase dissolvida), exigindo muitos anos para ser remediada.

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